Quem educa nossa Gente?
Ha alguns anos tenho observado uma constante degradação da educação dos brasileiros, mas vamos primeiro definir o que estou falando com FALTA DE EDUCAÇÃO: É a ausência total de noção de convívio social, desprezo a regras básicas de tratamento, falta de postura e desconhecimento de ética.
Alguns leitores vão dizer que isso se aprende em casa, e foi esse meu primeiro pensamento quando comecei a refletir sobre o assunto e exatamente aí comecei a desdobrar minha "tese" constatando o primeiro fato. Os pais vem a alguns anos deixando esta tarefa para a escola. Não estou questionando os motivos que levaram os pais a este comportamento mas constatando o fato.
Observando de onde vinham os sem-educação constatei que em alguns casos a falta de educação está associada a um ótimo conhecimento intelectual e uma boa formação escolar, portanto a falta de educação não advém da qualidade de ensino como seria mais fácil pressupor, apesar de a grande maioria dos sem-educação unirem o inútil ao desagradável ou seja, também tem um intelecto ruim.
Isso me fez crer que a educação não se ensina em escola, nem nas boas! Portanto mais um fato se somou a minha "tese".
Em muitas conversas que tive sobre o assunto, com pessoas de todas classes sociais, todos os gêneros, diversas religiões e regiões tem alguma observação a fazer sobre a falta de educação, algumas delas muito mal-educadas inclusive, falando do semelhante em tom crítico. Mas a fala recorrente que mais me chamou a atenção foram aquelas em que se joga a solução para algum ponto importante da vida do mal educado, por exemplo: Quando casar a mulher põe ele na linha, ou No exército ele conserta, ou No novo emprego eu quero ver!
Em algumas experiências profissionais constatei que esse "Evento Importante" que poderia melhorar a pessoa, não muda, porque o mal educado não dá a mínima para as instituições, na empresa ele não vê crescimento, só dinheiro; no exército ele só vê obrigação, e por aí vai. Assim somei mais um fato a "tese"
Isso me colocou a frente do real problema, que é a TERCEIRIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO.
Até a década de 60 os pais tinham a educação dos filhos como prioridade, independentemente da classe social. A partir do final dos anos 70 a responsabilidade foi sendo lentamente passada as escolas, que não educaram e os pais não perceberam e quando estes jovens chegaram ao mercado de trabalho nos anos 90 também constataram que as empresas não iriam arcar com este ônus, iniciando-se aí um ciclo de perpetuação da falta de educação. que culmina em situações bizarras de regras corporativas malucas, Entrevistas de seleção que avaliam se o candidato tem condição de conviver em grupo, conflitos familiares ridículos, etc.
Para quem tentaremos repassar a RESPONSABILIDADE DE EDUCAR? Para as redes sociais? Para o sistema de Saúde? Sistema Prisional? Ou vamos quebrar a última fronteira e pagar educação? Veja na foto abaixo publicada na Folha de SP de hoje em que na Espanha um comerciante cobra mais barato do cliente que pedir com educação!!!
Alguns leitores vão dizer que isso se aprende em casa, e foi esse meu primeiro pensamento quando comecei a refletir sobre o assunto e exatamente aí comecei a desdobrar minha "tese" constatando o primeiro fato. Os pais vem a alguns anos deixando esta tarefa para a escola. Não estou questionando os motivos que levaram os pais a este comportamento mas constatando o fato.
Observando de onde vinham os sem-educação constatei que em alguns casos a falta de educação está associada a um ótimo conhecimento intelectual e uma boa formação escolar, portanto a falta de educação não advém da qualidade de ensino como seria mais fácil pressupor, apesar de a grande maioria dos sem-educação unirem o inútil ao desagradável ou seja, também tem um intelecto ruim.
Isso me fez crer que a educação não se ensina em escola, nem nas boas! Portanto mais um fato se somou a minha "tese".
Em muitas conversas que tive sobre o assunto, com pessoas de todas classes sociais, todos os gêneros, diversas religiões e regiões tem alguma observação a fazer sobre a falta de educação, algumas delas muito mal-educadas inclusive, falando do semelhante em tom crítico. Mas a fala recorrente que mais me chamou a atenção foram aquelas em que se joga a solução para algum ponto importante da vida do mal educado, por exemplo: Quando casar a mulher põe ele na linha, ou No exército ele conserta, ou No novo emprego eu quero ver!
Em algumas experiências profissionais constatei que esse "Evento Importante" que poderia melhorar a pessoa, não muda, porque o mal educado não dá a mínima para as instituições, na empresa ele não vê crescimento, só dinheiro; no exército ele só vê obrigação, e por aí vai. Assim somei mais um fato a "tese"
Isso me colocou a frente do real problema, que é a TERCEIRIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO.
Até a década de 60 os pais tinham a educação dos filhos como prioridade, independentemente da classe social. A partir do final dos anos 70 a responsabilidade foi sendo lentamente passada as escolas, que não educaram e os pais não perceberam e quando estes jovens chegaram ao mercado de trabalho nos anos 90 também constataram que as empresas não iriam arcar com este ônus, iniciando-se aí um ciclo de perpetuação da falta de educação. que culmina em situações bizarras de regras corporativas malucas, Entrevistas de seleção que avaliam se o candidato tem condição de conviver em grupo, conflitos familiares ridículos, etc.
Para quem tentaremos repassar a RESPONSABILIDADE DE EDUCAR? Para as redes sociais? Para o sistema de Saúde? Sistema Prisional? Ou vamos quebrar a última fronteira e pagar educação? Veja na foto abaixo publicada na Folha de SP de hoje em que na Espanha um comerciante cobra mais barato do cliente que pedir com educação!!!
